Mas que diacho é isso?
Calma galera, isso é nada mais nada menos que o ingrediente ativo da pimenta do reino. Uma estrutura química simples de um condimento de história tão complexa.
Essa pequena molécula inaugurou a Era dos Descobrimentos e fez Colombo buscar o Novo Mundo em busca dos tão cobiçados condimentos das índias.
Mas você sabia que a sensação picante que nós sentimos quando a ingerimos não é exatamente seu sabor? É apenas uma resposta de nossos receptores nervosos de dor a um estímulo químico. Isso mesmo, seu corpo responde a um estímulo químico pois a molécula da pimenta (piperina) se encaixa em uma proteína situada nas terminações nervosas da boca. Ao se encaixar na proteína, a proteína muda de forma e envia um sinal ao cérebro dizendo: "Ui, isso dói!"
Interessante né? O ardor de cada pimenta varia com a forma de cada molécula que encaixa na proteína. Ou seja, não existe só a piperina, existe também a capsaicina, zingerona entre outras, que alteram o ardor que sentimos.
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| encontrada em pimentões amarelo e vermelho, páprica e pimentas- da- jamaica. |
Zingerona - encontrada no gengibre.
E porque nos sentimos bem quando comemos pimenta? A dor que sentimos libera endorfina no corpo, nos dando aquela sensação de prazer.
Cada molécula age diferentemente em nosso corpo, ligando-se à alguma proteína, sendo absorvida ou etc., porém cada efeito depende de sua estrutura e quais grupos funcionais ela possui.
REFERÊNCIA:
COUTEUR, P.; BURRESON, J. Os botões de Napoleão: As 17 moléculas que mudaram a história. Tradução por Maria Luiza X. de A. Borges; revisão técnica Samira G.M Portugal. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p. 23-38.
COUTEUR, P.; BURRESON, J. Os botões de Napoleão: As 17 moléculas que mudaram a história. Tradução por Maria Luiza X. de A. Borges; revisão técnica Samira G.M Portugal. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p. 23-38.



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